Para quem sofre de doenças neoplásicas, psoríase e artrite reumatóide, o uso de medicação é muito comum no dia a dia. Isso porque elas são doenças que não possuem cura, fazendo com que o paciente esteja sempre à procura de métodos de tratamento para poder aliviar as dores e o mal estar frequentes. Normalmente, o remédio mais utilizado nesses casos é o Metotrexato, um medicamento forte indicado para quem sofre das doenças em questão. Neste texto, vamos mostrar o que é o Metotrexato, como ele funciona, indicações e contraindicações, como deve ser usado e mais algumas informações essenciais.

 

Para quem o Metotrexato é indicado e como ele funciona?

O medicamento Metotrexato é utilizado no tratamento de células malignas, além do processo de medicação da artrite reumatoide e da psoríase.

O remédio funciona de forma a inibir a enzima que reduz o ácido diidrofólico, sendo transformado em ácido tetrahidrofólico e antes podendo ser usado como carreador de grupos carbônicos na síntese dos nucleotídeos de purina e timidilatos. Dessa forma, o medicamento ajuda a modificar a síntese de DNA, a replicação e restauração celular e a proliferação dos tecidos, prejudicando o crescimento das células malignas sem provocar nenhum dano no organismo.

Na artrite reumatoide, o medicamento melhora os sintomas da inflamação, mas não há evidências de que ele reduza a remissão da doença. Estudos indicam que, com terapia contínua, há uma melhora que é mantida por pelo menos dois anos. Já na psoríase, o remédio ajuda a regular a taxa de produção de células da pele, equilibrando-as.

 

Para quem o Metotrexato não é indicado?

O medicamento não é indicado em uma série de situações. Caso o paciente tenha hipersensibilidade aos componentes do remédio, por exemplo, é importante conversar com o médico antes de prosseguir com o tratamento.

Além disso, o uso do fármaco não é indicado para pacientes grávidas com psoríase ou artrite reumatoide – caso haja possibilidade de gravidez, é necessário aguardar até que a hipótese seja excluída. Além disso, a gestação deve ser evitada por mulheres cujos parceiros estiverem recebendo medicação. O Metotrexato também é contraindicado em lactantes, pacientes com doença hepática alcoólica, alcoolismo, fibrose, cirrose, hepatite ou outra doença hepática crônica, síndrome da imunodeficiência, discrasias sanguíneas (como hipoplasia da medula óssea, leucopenia, trombocitopenia ou anemia) e pacientes com doença infecciosa ativa.

 

Efeitos colaterais do medicamento

O Metotrexato é um medicamento forte e, por isso, seus efeitos colaterais podem ser muitos. Alguns pacientes, por exemplo, podem apresentar estomatite ulcerativa, glossite, gengivite, náusea, vômito, diarréia, anorexia, mucosite, supressão das funções da reprodução, lesões hepáticas, renais e neurológicas, cistite, tontura, fraqueza, encefalopatia, febre, calafrios, hipersensibilidade alopécia, alterações de pigmentação da pele, mielossupressão, leucopenia, trombocitopenia e enterite hemorrágica. Por isso, é extremamente importante que o remédio seja utilizado somente por aqueles que possuem doença diagnosticada por um médico especializado no assunto.

 

Informações de manutenção e de uso do medicamento

O Metotrexato está disponível no mercado em formato de comprimido ou injeção. Sua posologia varia de acordo com o caso do paciente em específico, mas cada um precisa de acompanhamento médico e receita exclusiva.

Para adultos e crianças, o indicado é de 20 a 40 mg/m 2 IV, duas vezes por semana, com dose de manutenção de 15mg a 30mg/m 2 IV, 1 ou 2 vezes por semana. Para pacientes que usam outros agentes antineoplásicos na dose de 40 mg/m 2 IV, o uso vai para a cada três ou quatro semanas. O importante é consultar o médico para que ele possa definir a posologia correta.

 

Informações complementares sobre o medicamento

Para que o tratamento com o Metotrexato dê certo, é importante que o paciente siga algumas regras. A primeira delas, por exemplo, é que ele faça o controle para não ter filhos durante o uso do remédio.

Além disso, caso haja superdosagem durante o uso do medicamento, é indicada a utilização de leucovorina o mais rápido possível para diminuir a toxidade e circular o efeito das doses em excesso no organismo. Quanto mais rápido o início das dosagens de leucovina pelo paciente, mais rápido será para anular a toxidade do medicamento em grandes quantidades dentro do corpo.

Em casos de superdose exagerada, a hidratação do corpo e a alcalinização urinária são necessárias para prevenir a precipitação do medicamento ou dos seus metabólitos nos túbulos renais, o que pode acabar demandando um tratamento até mesmo mais forte que a hemodiálise ou a diálise peritoneal, que são incapazes de solucionar o problema.

De qualquer forma, como já dito, é importante consultar o médico antes do uso de qualquer tipo de fármaco e também no caso de superdosagens.

 

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