O linfoma de Hodgkin é uma doença que, mesmo após o tratamento, corre grandes chances de voltar a ser diagnosticada no mesmo paciente. Por isso, todo cuidado é pouco e, cada vez mais, a indústria da saúde procura soluções que possam resolver o problema. Sendo assim, cientistas europeus descobriram recentemente que o medicamento Adcetris pode ser utilizado para o tratamento do linfoma e para prevenir o retorno da doença.

Portanto, saiba neste artigo o que é o Adcetris e o linfoma de Hodgkin, os resultados do estudo, como o medicamento funciona, indicações e contraindicações, como deve ser usado e outras informações essenciais.

 

O linfoma de Hodgkin

O linfoma de Hodgkin é uma doença rara que atinge principalmente pessoas acima dos 15 anos e que se caracteriza como um câncer no sistema linfático, responsável pela remoção dos fluidos em excesso dos tecidos corporais, pela absorção dos ácidos graxos, pelo transporte da gordura para o sistema circulatório e pela produção de células imunes.

Seus sintomas mais frequentes são o inchaço dos linfonodos do pescoço, axilas e virilha, fadiga, febre, calafrios, perda de apetite, suor noturno, perda de peso, tosse, dificuldade para respirar e dor no peito. O diagnóstico da doença é feito por um médico especializado, que solicitará alguns exames laboratoriais ou de imagem. O tratamento inclui quimioterapias, radioterapias e até transplante de células-tronco.

 

A aprovação do Adcetris para o tratamento do linfoma de Hodgkin

Em julho de 2016, a Comissão Europeia (CE), junto ao Comitê de Medicamentos para Uso Humano, aprovou o uso do medicamento Adcetris para o tratamento de pacientes adultos com a doença linfoma de Hodgkin com risco de reaparição dos sintomas da doença após o transplante autólogo de células-tronco.

Isso significa que o medicamento pode ser utilizado para prevenir os casos de retorno da doença, o que demandaria um novo processo de tratamento para o paciente. Ele é uma opção que pode ser utilizada imediatamente após o transplante para reduzir esse risco.

As conclusões que relacionam o Adcetris ao tratamento do linfoma foram tiradas pelo estudo Aethera, dividido em várias fases e que durou aproximadamente três anos após o início do tratamento para todos os pacientes do estudo. O ensaio mostrou que aqueles que receberam o medicamento viveram mais tempo sem progressão da doença, ao contrário dos que não o tomaram.

 

Como funciona o Adcetris e para quem ele é indicado?

O Adcetris é um medicamento injetável indicado para pacientes adultos com linfoma de Hodgkin após o transplante de células-tronco e após serem feitos dois tratamentos (quando o transplante e a quimioterapia já não forem mais opções). É um medicamento voltado para o tratamento daqueles que correm o risco de recidiva da doença.

Ao ser injetado, o medicamento, que possui a substância brentuximabe vedotina, usada no tratamento do câncer, é distribuído para as células cancerosas através de um anticorpo chamado monoclonal, uma proteína capaz de reconhecer algumas células com câncer.

 

Para quem o Adcetris não é indicado?

Este medicamento não deve ser usado por pessoas alérgicas aos seus componentes, por pacientes que usam agentes para tratar o câncer bleomicina e por mulheres gestantes e lactantes.

Caso o paciente esteja usando outro medicamento, é importante conversar com o médico especializado para ver se pode continuar ou não usar os dois remédios em conjunto.

 

Outras informações importantes sobre o uso do medicamento

A dose do remédio depende do peso do paciente, mas, geralmente, é de 1,8mg/kg, sendo uma dose a cada três semanas por um ano de tratamento. Ele é injetado na veia em forma de infusão, durante 30 minutos, por um médico ou enfermeira. Após feita a infusão, pode ser armazenada em até 24 horas e, após o uso, descarte o resto do medicamento não usado – ele é único e individual.

Caso o paciente se esqueça de usar o medicamento, é importante conversar com o médico. Se ele aplicar uma quantidade maior que a indicada, deverá ser feito o monitoramento para o controle de efeitos colaterais.

 

Efeitos colaterais do medicamento

Durante o estudo Aethera para verificar a eficácia do Adcetris para o tratamento do linfoma de Hodgkin, foi observado que as reações mais comuns dos pacientes foram: infecção, infecção do trato respiratório superior, neutropenia, neuropatia periférica (sensorial e motor), tosse, dispneia, diarreia, náuseas, vômitos, constipação, dor abdominal, alopecia, prurido, mialgia, artralgia, fadiga, calafrios, febre, reações relacionadas à perfusão, perda de peso, leucoencefalopatia multifocal progressiva, pancreatite, toxicidade pulmonar, síndrome de lise tumoral, anemia, trombocitopenia, síndrome de Stevens-Johnson, complicações gastrointestinais, hepatotoxicidade, hiperglicemia e insuficiência renal e hepática.

Informações de manutenção e de uso do medicamento

Este medicamento deve ser conservado na embalagem original, no formato de pó liofilizado, estéril, branco e sem conservantes, sob refrigeração (entre 2°C e 8°C), protegido da luz e dentro do prazo de validade – não tome medicamentos vencidos.

 

Concluindo, o Adcetris se tornou um medicamento muito importante no tratamento do linfoma de Hodgkin e você pode encontrá-lo na Hera Medicamentos, distribuidora especializada em remédios de várias especialidades diferentes. Caso esteja com alguma dúvida, acesse o nosso site e entre em contato conosco!

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