A Hepatite C é uma doença silenciosa, porém muito perigosa e que não possui cura, fazendo com que o paciente e a medicina estejam sempre à procura de métodos de tratamento e de cura. Um exemplo disso é o medicamento Daklinza, recentemente liberado pela Anvisa para o tratamento da Hepatite C.

Neste texto, vamos mostrar o que é o Daklinza e a Hepatite C, como o medicamento funciona, indicações e contraindicações, como deve ser usado e outras informações essenciais.

 

A Hepatite C

A Hepatite C é uma doença causada pelo vírus VHC que afeta principalmente o fígado. Ela é transmitida pelo sangue (agulhas sujas, equipamentos não esterilizados ou outros) ou de mãe para bebê durante a gravidez, parto ou amamentação. O vírus não é transmitido facilmente por relações sexuais e ele não se propaga no convívio social.

A maioria das pessoas não apresenta sintomas, mas as que apresentam costumam sentir fadiga, náusea, falta de apetite e amarelamento dos olhos e da pele. Após infectar uma pessoa, a doença pode se tornar crônica e provocar uma inflamação do fígado, causando a perda de suas funções, cirrose e até mesmo a morte do paciente.

Para diagnosticar a doença, é preciso consultar um médico especializado para que o paciente possa fazer exames laboratoriais ou de imagem. A Hepatite C não tem cura, apenas tratamento com medicamentos antivirais, como o Daklinza.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 3% da população mundial pode ter sido vítima da Hepatite C. No Brasil, a doença atinge aproximadamente 1,5% da população (150 mil casos por ano), principalmente adultos com mais de 45 anos.

 

O Daklinza e a Anvisa

Em janeiro de 2015, o medicamento Daklinza foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser usado no tratamento da Hepatite C. Isso porque apresenta uma maior eficácia para tratar a doença, além de proporcionar um menor período de posologia e o uso oral.

O diferencial deste medicamento em comparação aos outros é que ele é o primeiro inibidor pan-genotípico (ou seja, que atua contra todos os tipos de vírus C) do complexo NS5A (proteína do vírus da doença) que permite o uso de outros remédios de infecção crônica e, por isso, um período mais curto de tratamento.

 

Como funciona o Daklinza e para quem ele é indicado?

O Daklinza é um medicamento antiviral em formato de comprimido de uso oral portador da substância daclatasvir, que ajuda a combater o vírus VHC da Hepatite C. Quando ingerido, ele diminui a quantidade de vírus no organismo do paciente e os remove do sangue gradativamente.

Dessa forma, o remédio é indicado a pacientes adultos com Hepatite C (Genótipos 1, 2, 3 e 4) e também com Cirrose decorrente da doença. Deve ser utilizado sempre com outros medicamentos para o tratamento da infecção do vírus da Hepatite C.

 

Para quem o Daklinza não é indicado?

Este medicamento não pode ser usado por pacientes alérgicos ao componente daclatasvir e que estiverem tomando remédios para convulsões epiléticas, tuberculose, alergias e doenças inflamatórias, bem como fármacos que contenham erva-de-são-joão, pois eles diminuem o efeito do medicamento. Caso o paciente faça uso de algum desses remédios, é necessário entrar em contato com o médico imediatamente.

Daklinza também não é indicado para pacientes menores de 18 anos de idade, grávidas e lactantes.

 

Outras informações importantes sobre o uso do medicamento

Caso o paciente se esqueça de tomar a medicação, ele pode tomá-la dentro de 20 horas após o horário correto, continuando o tratamento normalmente. Se ele passar das 20 horas toleradas, não deverá tomar a dose, mas sim continuar com o tratamento no horário correto. Se tomar uma quantidade maior do que deveria, consulte o médico imediatamente.

 

Efeitos colaterais do medicamento

Ele pode causar reações adversas, como por exemplo:

Efeitos muito comuns: anemia, netropenia, apetite reduzido, insônia, dor de cabeça, tosse, falta de ar, náuseas, diarreia, coceira, pele seca, queda de cabelo, erupções cutâneas, dores nas articulações e músculos, cansaço, gripe, irritabilidade, fraqueza, febre.

Efeitos comuns: anemia, sintomas da gripe, herpes labial, sinusite, irritação na garganta, alterações nas células brancas do sangue, depressão, ansiedade, alterações de humor, irritabilidade, distúrbios do sono, apatia, diminuição da libido, tontura, alterações da atenção, prejuízo da memória, alterações de sensibilidade, perda de paladar, coceira no olho, visão embaçada, olhos secos, dor nos olhos, diminuição da visão, zumbido, falta de ar, nariz entupido, tosse, sangramento nasal, dores abdominais, constipação, vômitos, refluxo, estomatite, indigestão, boca seca, inflamação nos lábios, vermelhidão, suores noturnos, rachaduras na pele, psoríase, inflamação na pele, dor nas costas, cãibras, sensação de mal estar, perda de peso.

 

Informações de manutenção e de uso do medicamento

Este medicamento deve ser conservado em temperatura ambiente por até dois anos – não use remédio vencido. A dose é de um comprimido por dia durante 12 ou 24 semanas (vai depender da orientação médica, das condições do seu fígado, dos medicamentos que serão usados em conjunto e de o paciente ter recebido tratamento anteriormente).

 

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